Entenda como a polícia chegou ao jovem que confessou ter matado os seis taxistas

15/04/2013

Foi na quarta-feira, três dias antes de prender Luan Barcelos da Silva, que a Polícia Civil firmou convicção de que ele poderia ser o assassino. Policiais de Santana do Livramento descobriram que o celular de um dos taxistas mortos na cidade, Hélio Beltrão do Espírito Santo Pinto, estava em poder de um irmão de Luan, na Fronteira. Ao mesmo tempo, descobriram que outro celular de vítima era usado na Capital. Cresceram então as chances do assassino ser o mesmo e, mais que isso: os aparelhos tinham passado por várias pessoas e as pistas indicavam que o elo em comum era Luan.
Os policiais buscaram fotos do rapaz e repararam na semelhança dele com a do assassino, flagrado por pelo menos seis câmeras de videomonitoramento (três na Fronteira e três na Capital). Mais um indício.

E como os policiais sabiam quais câmeras teriam gravado o rapaz? Por dedução e muito debate. Refazendo a trajetória dos veículos, os agentes calcularam o tempo levado pelo assassino para chegar ao local das mortes e, depois, para abandonar os carros. A partir do levantamento, os policiais puderam requisitar os registros das câmeras, já com um horário aproximado. Ajudou também o fato do primeiro taxista assassinado, Hélio Beltrão, ter gravado em vídeo a trajetória.

O exame das imagens mostrou que o suspeito usava calça clara, jaqueta escura e carregava uma sacola. Faltava encontrar alguém com essa descrição – e foi decisivo, para isso, saber de quem os receptadores do celular de Beltrão tinham comprado ou recebido o aparelho. Ajudou a firmar convicção o fato de Luan, o assassino, ter morado perto de um dos locais de crime (na Vila Ipiranga, em Porto Alegre).

A investigação foi marcada por estresse – havia pressão da opinião pública por resultados. Uma corrida atrás de assaltantes de taxistas foi iniciada por delegacias. As teses para as mortes eram diversas: alguns apostavam em assassinato por encomenda, outros em um matador solitário.

A resposta veio por prova científica, na sexta-feira. Foi quando o diretor do Instituto-geral de Perícias (IGP), José Cláudio Garcia, ligou apressado para o chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Junior. Deu a notícia há muito aguardada: uma das impressões digitais na Elba pertencente a um dos motoristas de Livramento coincidia com a de Luan, o rapaz que vendera o celular de outra das vítimas. Em questão de horas, os policiais conseguiram mandado judicial e prenderam o homem que viria a confessar a estarrecedora série de crimes. Foi o desfecho da investigação.

Quem é o assassino confesso

Luan Barcelos Silva é um jovem de classe média de 21 anos, nascido em Santana do Livramento e morador da Capital. Ele foi preso pela Polícia Civil em Porto Alegre, na tarde de sábado, no bairro Santa Cecília.

O depoimento dele, tomado pela polícia no sábado, surpreendeu delegados e a cúpula da Segurança Pública no Estado. Frio e calculista, o jovem revelou detalhes, ao longo de três horas e 30 minutos, como executava as vítimas com tiros na cabeça.

— No interrogatório, sempre de forma fria, ele contou que mandava parar o carro, dava dois tiros na cabeça do taxista, retirava o corpo e só então pegava o dinheiro e o celular — contou Melina Bueno Corrêa, delegada da Delegacia de Homicídios que interrogou o assassino confesso.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

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