Bebê de oito meses é agredido em Joinville

20/02/2013

A recuperação de um bebê agredido pelo próprio padrasto mantém duas famílias presas a um drama que se arrasta há mais de dez dias em Joinville. A criança, uma menina de oito meses, está internada desde o último dia 9 no Hospital Materno Infantil.

A criança entrou na unidade com hematomas e marcas de mordida pelo corpo. Segundo familiares, ela precisou passar por uma cirurgia para retirar um coágulo de sangue na cabeça provocado por uma pancada. A menina chegou a ficar na UTI, mas já se recupera em um quarto com a mãe.

Uma das preocupações da família são as possíveis sequelas. Há movimentos nos braços, diz a avó, que ainda são feitos com dificuldades.

— Ainda não sabemos como ela vai se recuperar. Ainda não é hora de pensar nisso, mas torcemos para que fique tudo bem —, desabafa.

O padrasto da criança, um pedreiro de 29 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia que a menininha deu entrada no hospital. Policiais militares foram chamados até a casa da família, numa área rural da cidade, com a denúncia de que ele espancava a companheira, de 28 anos, durante uma briga.

Moradores da região contam que, após ser agredida, a mãe deixou a filha em segurança na casa de uma vizinha e tentou se esconder. Foi quando o padrasto teria buscado a criança e cometido as agressões, até a chegada da polícia.

— Ele ainda acusou a mãe da agressão, mas vimos que o bebê estava bem quando foi deixado na vizinha —, conta uma moradora.

Os pais do padrasto também ficaram chocados com o episódio e acompanham a recuperação da menina de perto.

Ele continua preso e responde a processo na 1ª Vara Criminal, onde são julgados crimes contra a vida. Como não tem advogado constituído, "A Notícia" não conseguiu acesso à versão dele sobre o caso.

Procurado pela reportagem, o Conselho Tutelar de Joinville informou que só tomou conhecimento da ocorrência após ser comunicado pelo Hospital Infantil. O futuro da criança após receber alta, segundo o Conselho, será decidido pela Justiça. Isto porque, se o entendimento for de que há riscos à segurança criança, uma nova guarda pode ser decidida.

Fonte: A NOTÍCIA

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