Quadrilha do Paraná é investigada pelo ataque a comboio do Rio Grande do Sul em Santa Catarina

04/12/2012

Assaltantes especializados em ataques a caixa eletrônico com dinamite e a carro-forte também atuam em roubos a ônibus de passageiros. Uma dessas quadrilhas pode ser a que atacou o comboio do Rio Grande do Sul, no domingo, no Norte de Santa Catarina.

A informação é de um dos setores de inteligência da Secretaria de Segurança Pública de SC. A Polícia Militar suspeita que o bando é do Paraná.

O perfil é o mesmo: homens muito organizados, com alto poder de fogo, preparo para confronto com a polícia, informação privilegiada e logística compartimentada.

Há os que alugam ou emprestam as armas, o responsável pelo esconderijo pós-fuga, os que conseguem os carros para uso na ação e os carros de troca, aqueles que fazem o assalto e o que monitora o rádio da PM. Um departamento pode não conhecer o outro.

Existe também o assaltante que tem acesso à informação privilegiada ou é infiltrado entre os passageiros. Como parece ter acontecido no domingo, no assalto ao comboio com três ônibus do RS que seguia para São Paulo com 84 passageiros. Todos lojistas do RS com dinheiro vivo para renovar o estoque para o Natal.

O comboio foi atacado em Campos Novos, no trevo de entroncamento entre a SC-282 e a BR-470 por pelo menos 10 homens vestidos com coletes da Polícia Civil, encapuzados e armados com pistolas, revólveres com silenciadores, fuzis e metralhadoras. Eles estavam em um Corsa branco e um Focus preto.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também acredita em facilitação. O assalto ocorreu por volta das 16h30min, a cerca de 50 quilômetros do posto de combustíveis onde uma escolta aguardava o comboio para seguirem até SP.

_Eles sabiam onde estava a escolta, que os passageiros estavam com dinheiro. Se anteciparam e bem. Estavam bem informados. E muito tranquilos para este tipo de ação. Imagina abordar três ônibus, em plena tarde, em uma rodovia federal, vestindo colete da Polícia Civil, em um assalto com duração de mais de meia hora, com tanto passageiro e ainda levar todos para uma estrada de terra? É uma situação de risco_observou o chefe da comunicação da PRF, inspetor Luiz Graziano.

O dono da empresa dos ônibus, a Serra Azul, Itelmar Ghiun, não acredita que a informação tenha saído da empresa.

_Coloco minhas duas mãos no fogo pelos meus funcionários_disse Ghiun.

Mesmo modus operandi em cinco ocorrências

Conforme um dos setores de inteligência da SSP/SC, essas quadrilhas são "altamente especializadas", geralmente escolhem os pontos de ataque onde o celular não funciona bem e atuam também em ataques a caixas eletrônicos, especialmente com uso de dinamite, e a carros-forte.

Eles agem no tipo de crime mais vantajoso e naquele em que a polícia não está muito alerta, no momento.

O bando que prendeu nos bagageiros os passageiros vestidos apenas com roupas íntimas, fugiu em direção a BR-116, rodovia que leva até o Leste de SC e ao Paraná. O prejuízo não-oficial dos lojistas e da empresa gira em torno de R$ 350 mil.

_A polícia tem que fazer alguma coisa. Tenho 80 funcionários, fui assaltado, tem lojista com medo, a situação é complicada. Estou tão desanimado que dá vontade de fechar_disse o empresário Itelmar.

Até as 17h20min desta segunda-feira, o inquérito não havia sido aberto. A investigação deverá ser conduzida pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Campos Novos.

A PM acredita que esta é a mesma quadrilha investigada por quatro ocorrências com modus operandi igual na SC-282 e BR-116 este ano. A suspeita é que os quadrilheiros são do Paraná.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

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