No último dia de vida, menina de nove anos assassinada em Florianópolis presenteou a mãe

14/05/2012

Marilene da Silva, 29 anos, ganhou uma roupa nova e um abraço de presente no Dia das Mães, mas perdeu a filha horas depois. Mariele da Silva Araújo, 9 anos, foi assassinada em uma festa da família, na madrugada de domingo, na Caieira do Saco dos Limões, em Florianópolis. Um adolescente de 17 anos, vizinho da vítima, confessou o crime. Os pais estão em choque e a família quer Justiça.

No último dia de sua vida, Mariele fez tudo o que mais gostava. No sábado pela manhã foi à aula de dança como fazia todos os dias no contraturno escolar. À tarde, acompanhada da tia Vania Kempner, foi para o Centro comprar o presente do Dia das Mães.

Depois de andar por muitas lojas escolheu uma peça de roupa para a mãe usar na festa de aniversário de 31 anos do padrasto Claudiomar Tadeu. O corte do bolo e os parabéns foram as últimas participações de Mariele na família.

A tia conta que a menina estava eufórica esperando pela festa que aconteceu na casa dos pais. Às 18h de sábado tomou banho e deu boas gargalhadas assistindo desenho animado. Vânia conta que Mariela era uma criança tímida, que gostava de vestir fantasias, ir para escola, dançar e ia para cama cedo, antes das 21h.

Na festa, não foi diferente. Depois de dar os parabéns ao padrasto foi dormir no quarto dos pais. Por volta da uma hora da madrugada, quando a maioria dos convidados já haviam deixado a festa, um adolescente de 17 anos, conhecido da família, teria entrado no quarto onde estava Mariela e a golpeado com duas facadas, uma nas costas e outra no peito.

— Ele contou à polícia que o intuito era estuprá-la, mas como ela reagiu e disse que contaria para os pais ele resolveu matá-la. Acredito que escolheu Mariele porque era a única criança que estava no quarto, ele atacaria qualquer uma — relata a tia da vítima.

O adolescente está detido na 6º Delegacia de Polícia (DP) da Capital. Nesta segunda-feira, deve ser apresentado à Promotoria de Infância e Juventude, que decidirá se ele segue preso até encontrar uma vaga em uma unidade prisional para adolescentes infratores ou se responderá ao processo em liberdade. Por ser menor, ele pode ser condenado a detenção de até três anos.

Família pede ajuda para o translado do corpo para Goiás, onde a menina nasceu

Além do drama de perder a filha de uma maneira tão brutal, a família enfrenta agora mais um dilema. Eles pretendem levar o corpo para Goiás, Estado onde a menina nasceu e onde vive parte da família. O problema é pagar pelo serviço, cerca de R$7 mil.

— Ela está no Instituto Médico Legal (IML) desde a madrugada de domingo e para retirá-la de lá e fazer o velório e o enterro precisamos de ajuda— conta a tia.

Quem puder contribuir com a família pode ligar nos telefones (48) 8483-4905 ou 9643-3599.


Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

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