Proprietário nega abandono de animais em zoológico de Salete

13/04/2012

Azodir Cattoni, diretor-presidente do Zoológico Cattoni-tur, interditado em dezembro pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), negou nesta quinta-feira as recentes denúncias de abandono dos animais, divulgadas pela ONG Rancho dos Gnomos, que presta apoio ao órgão ambiental. Quarta-feira, o Santa foi até a sede do empreendimento, mas foi impedido de entrar no local por um funcionário, que não quis se identificar nem falar sobre o assunto. Desde então, a reportagem tentava entrar em contato com o proprietário do estabelecimento.

Nesta quinta-feira, Cattoni disse acreditar que a entrada da equipe não foi autorizada pelo funcionário porque seria marcada uma coletiva na próxima semana com toda a imprensa para mostrar a real situação do zoológico. Segundo o diretor, o tigre-de-bengala não morreu na última semana por desnutrição ou maus-tratos, mas devido a uma doença pulmonar crônica, da qual era tratado há três anos. O animal, que chegou ao local após uma apreensão do Ibama, foi enviado para a universidade de Lages para análise e elaboração do laudo da causa da morte.

— Eu nunca abandonei o zoológico e não procede a denúncia de maus-tratos do Ibama. O problema é que muitos animais vieram de circos ou abandonados, estavam doentes, mas foram tratados. O leão que não foi levado, por exemplo, está com HIV. Os bichos de boa procedência não morreram — diz Cattoni.

Em relação à falta de comida, maus-tratos, higiene e falta de funcionários - apontadas pelo Rancho dos Gnomos e Ibama, Cattoni garante que o zoológico estava bonito e muito bem cuidado e que mantinha tudo normalmente com a ajuda do cunhado, irmãs e sobrinhos. Segundo o diretor, havia também no local um biólogo, um veterinário, quatro tratadores e roçadores.

— Tudo que o Ibama e a ONG falaram não é verídico. Os animais estavam recebendo comida e remédios, que eu comprava em São Paulo. Isso é para difamar aquilo de bonito que eu fiz. Os recintos estavam sujos, pois o Ibama mandou o nosso pessoal se afastar depois que veio a ONG, pois estávamos cuidando muito bem. As coisas ficaram distorcidas e isso não é honesto — acredita Cattoni.

Questionado sobre a interdição do local pelo Ibama, o diretor diz que, antes da fuga da elefanta Carla, eram conhecidos como um dos melhores zoológicos do Brasil, mas que agora eram tratados como bandidos e mau-tratadores de animais. Segundo Cattoni, a polícia está investigando o caso e há a suspeita de que alguém tenha desligado a energia e dado o comando à elefanta para sair.


Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA

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