Gêmeas morrem ao bater contra bobinas na BR-280, no Norte de SC

13/03/2012

Há 20 anos, a notícia que Astrid e Oswaldo Melchert teriam as filhas gêmeas Raelli e Raquelli surpreendeu o casal, que já tinham criado os dois primeiros filhos Gerson e Odelmir, com 13 e 16 anos quando as duas nasceram. Na noite de segunda-feira, a família teve outra notícia: as irmãs gêmeas partiram juntas, vítimas de um trágico acidente de carro.

GALERIA: confira mais imagens do acidente

Elas voltavam da faculdade, em Jaraguá do Sul, onde Raelli cursava o segundo ano de engenharia de produção e Raquelli o primeiro ano do mesmo curso. As duas bateram de frente com uma carga de bobinas de papel, em uma curva próxima da Igreja Santo Antônio, na BR-280, em Corupá. As irmãs estavam voltando para casa em Corupá e o caminhão trafegava sentido Jaraguá do Sul.

No total, o caminhão tinha dez bobinas, que pesam 3,8 toneladas. Seis delas caíram sobre o carro e amassaram o veículo que Raelli dirigia e Raquelli estava na carona. As irmãs ficaram presas nas ferragens, sofreram poli fraturas, traumatismo craniano e morreram na hora. O carro, comprado pelo pai para as duas poderem estudar, ficou irreconhecível.

O motorista do caminhão Scania, que vinha da cidade de Três Barras, parou para prestar socorro. Segundo ele, outro veículo cortou sua frente e, por isso, descontrolou-se e a carga se desprendeu.

O irmão Gerson não conseguia acreditar no que tinha acontecido.

— Ele (motorista) entrou quente na curva. Foi imprudência —, desabafa.

Gerson conta que as duas eram solteiras, moravam com os pais e trabalhavam fora. Raquelli era funcionária de uma loja de roupas e Raelli de uma fábrica de bolachas. No velório das duas, os amigos também estavam comovidos com o acidente. O enterro acontece na tarde desta terça, às 17 horas.

— Elas eram muito calmas, trabalhadoras, comportadas e se dedicavam aos estudos —, comenta a amiga Dailes Guckert.

Polícia Civil investiga imprudência

O delegado Adriano Spolaor abriu inquérito policial para investigar o acidente. Peritos analisaram o caminhão que trazia as bobinas. Segundo Spolaor, serão observados qual material estava segurando a carga, se o caminhão estava em alta velocidade e houve imprudência por parte do motorista. O laudo deve ficar pronto nesta semana.

Se constatar negligência, o condutor do caminhão poderá responder por duplo homicídio culposo (sem intenção de matar).

— Pelo fato da carga cair alguma coisa estava errada. Se cortaram a frente dele, por que o caminhão não estava preparado para segurar uma freada brusca? Há indícios de imprudência e vamos apurar —, declara o delegado.

O crime para homicídio culposo pode chegar a quatro anos de prisão, por cada uma das mortes.

A reportagem tentou entrar em contato com os sócios da empresa que transportava as bobinas, de Três Barras, mas estavam em reunião. O irmão das vítimas Gerson Melchert disse que a transportadora entrou em contato com ele e se colocou a disposição para ajudar a família.

— Ninguém trará as nossas irmãs de volta. Mas é preciso punir os culpados para que isso não aconteça novamente —, desabafa.


Fonte: DIÁRIO CATARINENSE

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